hipótese inicial da startup

3 dicas para criar uma hipótese inicial da startup

Muitas vezes as startups são questionadas sobre qual é a sua hipótese de negócio. Essa é uma questão fundamental em toda startup e até sugiro que seja um dos fatores que faz uma empresa desse tipo ser diferente das comuns. Com certeza, a criação de uma hipótese inicial de startup é basicamente a explicação do por que a ideia de negócios pode ser atraente. Dessa forma, durante o desenvolvimento da startup isso vai ser comprovado e justificar investimentos, ou não.

Dica 1 – A hipótese inicial da startup não é imutável

A primeira dica sobre a criação da hipótese é que ela é apenas uma suposição. A propósito, o fundador da startup imagina que o mercado consumidor tem uma necessidade e que sua proposta de serviço ou produto irá ter sucesso como negócio.

Aí entra o desenvolvimento da startup para ver se isso é verdade. Por isso, o nome desse processo é validação da hipótese. Por isso, existem métodos para fazer isso e a cada passo é verificado se continua fazendo sentido a hipótese. De fato, o motivo é simples: ninguém quer perder tempo e dinheiro com uma ideia que está se mostrando como improdutiva. Assim, não faz sentido isso nem para o fundador da startup, nem para o investidor.

Então, podemos afirmar sem medo que a hipótese inicial da startup é uma parte da ideia que pode mudar e que quanto mais ela mudar por causa do resultado dos passos para confirmar sua viabilidade, melhor é.

A própria palavra hipótese traz a ideia de algo que vai ser testado. Isso porque é uma afirmação que você pretende verificar se é verdadeira. Então, se for confirmada, significa que sua ideia pode se transformar em uma startup com boas chances de sucesso.

Você pode ter uma boa ideia já pronta ou tentar buscar boas ideias para seu negócio. Dessa forma, uma vez que você já sabe qual é a ideia, escreva como uma hipótese e não como um fato verdadeiro.

Dica 2 – Descreva como sua empresa resolve o que o cliente quer resolver

Aí entra uma ideia importante que não pode ser deixada de lado. Desde o início, você deve pensar menos no produto ou serviço que pretende vender. Pense mais no cliente imaginando, nessa fase inicial, o que sua empresa está fornecendo para o cliente para ele resolver alguma coisa. Não pense no produto ou serviço, escreva o que ele pretende fazer que precisa de você.

Esse raciocínio é a forma de pensar de um empreendedor que realmente tem maior chance de sucesso e é a linha central de desenvolvimento das startups. O nome disso é “descubra o trabalho a ser feito”, em vez de procure clientes que queiram o que você quer vender. Isso é a Teoria Jobs To Be Done. Mas, nessa fase inicial, basta procurar descrever o trabalho a ser feito pelo seu cliente e, mais tarde, durante o desenvolvimento da startup isso vai ficar muito mais claro.

Por enquanto, para dar uma ajudazinha nessa dica, vou dar o exemplo da manicure. O que ela vende? Ela entrega uma unha feita ou um sonho? Na verdade, nenhum dos dois. Ela entrega parte de um trabalho que o cliente deseja que é estar apresentável para uma ocasião. Talvez uma pesquisa mais aprofundada revele mais sobre a ocasião e justifique a criação de uma startup que use alta tecnologia a laser com inteligência artificial para fazer a unha de uma maneira altamente direcionada para um evento especial. Mas, isso já seria o desenvolvimento da startup. A hipótese inicial da startup seria que existe demanda para unhas feitas com alta tecnologia.

Dica 3 – Inclua o persona na hipótese inicial da startup

Na sua hipótese inicial da startup deve existir quem é a persona. Entenda-se como persona o seu cliente ideal, a pessoa que você imagina que pagaria pelo seu serviço ou produto para ter um trabalho realizado.

É importante que você apresente isso de forma a saber qual é o mercado alvo que você pretende servir com sua empresa. Lógico que durante o processo de validação e desenvolvimento da sua startup essa pessoa vai mudar. Não tenha dúvida quanto a isso. A chance de você acertar precisamente na mosca logo no primeiro tiro é grande, mas é improvável porque você ainda não conversou o suficiente com muitas pessoas para formar uma ideia clara de quem será seu cliente ideal.

Mesmo assim, se você não definir quem será seu público alvo, na forma de uma persona, isso dificultará qualquer trabalho de validação.

Concluindo

Não se espera que uma hipótese inicial seja acertada. Na verdade, já notei que muitos investidores não se preocupam muito com a ideia inicial do empreendedor. Eles querem saber, muitas vezes, se essa pessoa tem ou não a capacidade de partir de uma ideia, fazer investigações criteriosas para desenvolver sua startup, ter capacidade de identificar erros da sua hipótese inicial e competência para corrigir o que for necessário. Enfim, uma pessoa que não se apegue à ideia, mas que saiba desenvolver uma ideia.